Mostrando postagens com marcador prevenção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador prevenção. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 23 de julho de 2019

27 de julho. Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho.

A escolha do dia 27 de julho para representar o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho é uma referência à data de publicação de uma Portaria do Ministério do Trabalho e Previdência Social, em 1972, estabelecendo a obrigatoriedade de um Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho nas empresas, bem como a forma de seu dimensionamento.

Na ocasião, o Banco Mundial ameaçou suspender os financiamentos ao Brasil, em função de elevada quantidade de acidentes de trabalho. A repercussão internacional era muito forte, com uma quantidade superior a um milhão de acidentes de trabalho por ano no Brasil. Em função disso, as autoridades acionaram diversos especialistas e instituições para elaborarem propostas de uma legislação que viesse a regulamentar o assunto.

A Portaria 3.237, de 27 de julho de 1972, foi um dos primeiros instrumentos normativos surgidos a partir dessa demanda. Depois dela surgiu a revisão do capítulo V da CLT (Lei 6.514/77), culminando com a Portaria 3.214/78 que estabeleceu as primeiras Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho. Considerou-se que esse primeiro documento foi muito importante para o fortalecimento das ações de prevenção e por isso a data foi escolhida.

Cartaz da campanha da Justiça do Trabalho

Neste ano, o Tribunal Superior do Trabalho, o Conselho Nacional da Justiça do Trabalho e os tribunais regionais do trabalho estão com uma campanha unificada sobre essa data. Por meio de vídeos, pretende-se mostrar 25 motivos para prevenir acidentes de trabalho. Na verdade, esse motivos são exemplificados pelo relato de 25 casos reais de acidentes graves no trabalho. Por isso, o tema se completa com a frase: Essa história não pode se repetir.

Um dos vídeos dessa campanha, está reproduzido logo abaixo. Ele relata a história de um trabalhador que sofreu um acidente fatal no Espírito Santo.



Referências:

http://www.tst.jus.br/trabalho-seguro

http://www.csjt.jus.br/

Se você gostou deste blog, compartilhe em suas redes. E acompanhe as atualizações curtindo a página: http://facebook.com/enderecodaprevencao.blogspot.com

terça-feira, 2 de abril de 2019

Abril Verde e o Dia Mundial em Homenagem às Vítimas de Acidentes de Trabalho

O dia 28 de abril é celebrado em todo o mundo como o “Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes do Trabalho”. As primeiras iniciativas registradas para a escolha de uma data de referência para o tema da segurança do trabalho, ocorreram na década de 70, nos EUA, pelo movimento sindical dos trabalhadores. Na década de 80, no Canadá, o movimento sindical daquele país aprovou a escolha do dia 28 de abril para representar essa data de luto pelos que morreram no trabalho. Por isso, a denominação utilizada naquele país é "Day of Mourning" (Dia de Luto) ou Workers Mourning Day.


Banner do CCOHS, órgão do governo canadense.

Ao longo dos anos, essa iniciativa se ampliou por vários países, reconhecendo a importância desse assunto e passando a registrar e celebrar a data, não só pelos sindicatos de trabalhadores, mas pela sociedade como um todo, por meio de leis, decretos ou outros atos oficiais. Atualmente, esta data é reconhecida oficialmente como um dia nacional em muitos países, incluindo: Austrália, Argentina, Bélgica, Bermudas, Brasil, Canadá, República Dominicana, Gibraltar, Irlanda, Luxemburgo, Panamá, Peru, Portugal, Espanha, Tailândia, Taiwan, Estados Unidos e Reino Unido.

Nos EUA a data é denominada Workers Memorial Day.


Simbologia utilizada nos EUA

Em 2003, a Organização Internacional do Trabalho - OIT - passou a incorporar essa data em seu calendário oficial, mas decidiu tornar esse dia uma data mundial de engajamento, denominando-a o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho. E a cada ano escolhe um tema principal para o qual desenvolve materiais de divulgação de informações, entre eles um relatório global sobre as condições de trabalho, acidentes e doenças.

No Brasil, a formalização da data foi feita posteriormente, através da Lei 11.121/2005, criando para a data de 28 de abril, o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho.



História

Há algumas controvérsias sobre a razão da escolha do dia 28 de abril. O Canadá e os EUA parecem "disputar" a ideia e ambos possuem duas boas referências para isso.

Nos EUA, se faz referência ao dia em que a OSHA iniciou suas atividades, ou seja, em 28 de abril de 1971. A OSHA (Occupational Safety and Health Administration) é o órgão do Ministério do Trabalho dos EUA, responsável pela regulamentação e fiscalização de Segurança e Saúde no Trabalho (SST). Ela foi instituída a partir da aprovação de uma lei federal que estabeleceu os critérios de SST a serem obedecidos pelas empresas.

No Canadá, que aprovou formalmente a data de luto antes dos EUA, a referência escolhida foi o dia de aprovação da Lei de Compensação dos Trabalhadores de Ontário, ou seja, 28 de abril de 1914. Por ser uma primeira legislação específica para compensar acidentes e mortes no trabalho, a data foi considerada importante e consensual. Para quem gosta de relatos históricos, o filme abaixo conta uma parte dessa história.

A parte que eu achei mais interessante nesse filme eu vou antecipar para você. Colin Lambert e Ray Sentes, dois líderes sindicais do setor de mineração, no Canadá, estavam em uma estrada, em 1983, quando perceberam uma retenção no tráfego. A causa era uma espécie de procissão, em homenagem a um integrante do corpo de bombeiros que tinha morrido durante um atendimento de emergência. Eles ficaram emocionados com a reverência dos colegas bombeiros frente a esse infortúnio. E naquele mesmo momento, conversando sobre isso, pensaram que todos os trabalhadores que morressem em função do seu trabalho também deveriam receber uma homenagem adequada. Daí nasceu a ideia do Dia de Luto (Mourning Day). Levaram a ideia para suas áreas de atuação, e pouco a pouco ela foi conquistando adeptos no Canadá, e ganhou o mundo.



Durante muito tempo se divulgou que a data foi escolhida em função de um grave acidente em uma mina no Estado de Virgínia, nos EUA, em 1968. O acidente realmente aconteceu, mas em 20 de novembro de 1968, isto é, sem relação com o dia 28 de abril. Não consegui identificar porque surgiu essa relação, que muita gente repete, mas que não tem fundamentação histórica (veja uma referência oficial sobre esse acidente clicando aqui.) Eu mesmo, em publicações anteriores, cheguei a cometer esse erro. 

Um detalhe que algumas pessoas comentam, é a existência de outras datas ou a confusão sobre o significado de cada uma delas. Vejamos então as duas outras que podem gerar dúvidas, mostrando sua origem e as diferenças.

27 de julho. Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho. Este dia é uma referência à data de publicação de uma Portaria do Ministério do Trabalho e Previdência Social, em 1972, estabelecendo a obrigatoriedade de um Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho nas empresas, bem como a forma de seu dimensionamento. Na ocasião, o Banco Mundial ameaçou suspender os financiamentos ao Brasil, em função de elevada quantidade de acidentes de trabalho. A repercussão internacional era muito forte, com uma quantidade superior a um milhão de acidentes de trabalho por ano no Brasil. Em função disso, as autoridades acionaram diversos especialistas e instituições para elaborarem propostas de uma legislação que viesse a regulamentar o assunto. A Portaria 3.237, de 27 de julho de 1972 foi um dos primeiros instrumentos normativos surgidos a partir dessa demanda. Depois dela surgiu a revisão do capítulo V da CLT (Lei 6.514/77), culminando com a Portaria 3.214/78 que estabeleceu as primeiras Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho. Considerou-se que esse primeiro documento foi muito importante para o fortalecimento das ações de prevenção e por isso a data foi escolhida.

27 de novembro. Dia do Técnico de Segurança do Trabalho e do Engenheiro de Segurança do Trabalho. Este dia é uma referência à data de publicação da Lei 7.410, de 27 de novembro de 1985, que regulamentou as referidas profissões. Foi uma demanda dos profissionais que atuavam na área, mas cujas profissões não estavam regulamentadas no mesmo formato que outras habilitações profissionais. O ex-Senador Saturnino Braga, engenheiro e militante em associações de engenharia foi o porta-voz dessa demanda, apresentando o projeto de lei. Como é tradição, as datas das leis de regulamentação profissional costumam marcar as datas de homenagem aos profissionais por ela regulamentadas e essa foi a escolha deste dia.



Portanto, são essas as datas, com motivações diferentes, mas todas voltadas à Segurança do Trabalho e à Prevenção de Acidentes e Doenças do Trabalho.

Para quem tem curiosidade histórica, vale a pena assistir a essa entrevista, realizada em 2009 pelo Engenheiro André Lopes Neto, com o ex-Senador Saturnino Braga, autor do projeto da lei 7.410/85.




Abril Verde e o Dia 28 de abril

Além dos eventos em torno do dia 28, algumas instituições passaram a realizar atividades durante o mês de abril, para enfatizar a data. Por isso, um movimento iniciado pelo Sindicatos dos Técnicos de Segurança do Paraná, denominado Abril Verde, veio ganhando força a cada ano, com muitas adesões em torno da ideia de dedicar o mês de abril à prevenção de acidentes do trabalho. Atualmente, várias empresas, instituições e órgãos públicos adotaram essa ideia. O fato de a OMS ter escolhido o dia 7 de abril como o Dia Mundial da Saúde, fortaleceu a ideia de um mês dedicado à segurança e à saúde no trabalho.



Para a celebração do Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, 28 de abril, a OIT faz um conjunto de ações a cada ano. Para a comemoração deste ano, o tema escolhido é: Um Futuro do Trabalho Seguro e Saudável. O link a seguir contém as informações divulgadas pela OIT:

Cartaz da OIT para o Dia Mundial, em 2019

"Neste ano também é celebrado o centenário da OIT e por isso se promoveu um balanço dos 100 anos de trabalho pela melhoria da segurança e saúde ocupacional, olhando para o futuro, com o objetivo de continuar esses esforços diante das grandes mudanças como a tecnologia , demografia, desenvolvimento sustentável, incluindo mudanças climáticas e alterações na organização do trabalho."

O vídeo abaixo, da OIT, reforça o tema, colocando a Segurança e a Saúde no centro do Futuro do Trabalho.



A Organização Internacional do Trabalho lançou um relatório global com esse objetivo, mostrando a evolução da segurança e da saúde dos trabalhadores, desde antes do início da OIT, em 1919, até hoje, passando pelos principais pontos de inflexão que influenciaram esse campo. De acordo com esse relatório, o estresse, as doenças e as longas jornadas de trabalho contribuem para a morte de quase 2,8 milhões de trabalhadores por ano, em todo o mundo. A partir deste link você tem acesso ao relatório em espanhol: https://www.ilo.org/safework/events/safeday/WCMS_687617/lang--es/index.htm

Ações do Abril Verde

A temática do Abril Verde ou do Dia 28 de abril não tem uma vinculação obrigatória. Cada país, empresa, organização, pode utilizar o mês ou a data para enfatizar aquilo que é mais importante para o seu contexto. É um período que favorece as discussões, troca de informações e divulgação de campanhas, realização de debates, cursos, palestras, seminários, enfim, espaços de discussão sobre o assunto.

Portanto, se você quer se integrar a essa campanha, basta ter uma ideia e colocar em prática, demonstrando o compromisso em trabalhar pela segurança e saúde nos ambiente de trabalho. Como diz o slogan original: "Luto pelos que morreram e Luta pelos que trabalham!"

Para uma visão mais abrangente, indico algumas referências logo abaixo.

Se você gostou do nosso blog, compartilhe em suas redes.

Se preferir, acompanhe as atualizações pela nossa página no facebook, curtindo e seguindo:
facebook.com/enderecodaprevencao


Referências:

http://www.abrilverde.com.br

http://28april.org/

https://www.ilo.org/safework/events/safeday/WCMS_676555/lang--es/index.htm

https://en.wikipedia.org/wiki/Workers%27_Memorial_Day

https://enit.trabalho.gov.br/portal/index.php/arquivo-de-noticias/166-27-de-julho-dia-nacional-de-prevencao-de-acidentes-do-trabalho

http://portal.mpt.mp.br/wps/portal/portal_mpt/mpt/sala-imprensa/mpt-noticias/c1a6ff56-846f-4cf2-a615-16b0d9e6746f

https://www.ccohs.ca/events/mourning/

https://www.osha.gov/workersmemorialday/


Foto: https://www.ilo.org/americas/temas/salud-y-seguridad-en-trabajo/lang--es/index.htm


terça-feira, 11 de setembro de 2018

Setembro Amarelo, prevenção do suicídio

Setembro Amarelo é o nome da campanha de prevenção do suicídio, com o objetivo de alertar a população sobre a realidade do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção.

O câncer, a AIDS e demais doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) há duas ou três décadas eram rodeadas de tabus e viam o número de suas vítimas aumentando a olhos nus. Foi necessário o esforço coletivo, liderado por pessoas corajosas e organizações, para quebrar esses tabus, falando sobre o assunto, esclarecendo, conscientizando e estimulando a prevenção para reverter esse cenário.

Um problema de saúde pública que vive atualmente a situação do tabu e do aumento de suas vítimas é o suicídio. Pelos números oficiais, são 32 brasileiros mortos por dia, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer. Tem sido um mal silencioso, pois as pessoas fogem do assunto e, por medo ou desconhecimento, não veem os sinais de que uma pessoa próxima está com ideias suicidas. É necessário a pessoa buscar ajuda e atenção de quem está à sua volta.

Mas como buscar ajuda se sequer a pessoa sabe que ela pode ser ajudada e que o que ela passa naquele momento é mais comum do que se divulga? Ao mesmo tempo, como é possível oferecer ajuda a um amigo ou parente se também não sabemos identificar os sinais e muito menos temos familiaridade com a abordagem mais adequada?


Falar é a melhor solução.
Ligue 188

Um diálogo aberto, respeitoso, empático e compreensivo pode fazer a diferença. Procurar saber como a pessoa está, o que tem feito ultimamente, como está se sentindo. O foco da conversa deve ser o outro, portanto, não é recomendável: falar muito sobre si mesmo, oferecer soluções simples para os problemas que a pessoa relatar e desmerecer o que ela sente.

A escuta ativa deve sempre estar presente nesses diálogos. Uma escuta ativa consiste em realmente ouvir e compreender o que o outro diz, não apenas esperar uma pausa para poder respondê-lo. Isso não significa, no entanto, deixar a pessoa falando sozinha. Algumas pontuações que podem ser feitas consistem em: fazer perguntas abertas; fazer um breve resumo do que a pessoa falou, de tempos em tempos, para que ela saiba que você está atento ao que ela diz; retornar a algum ponto que não tenha ficado claro e tentar, ao máximo, escutá-la sem julgamentos.


A questão é complexa e, como tal, a resposta não pode ser simplista. Mas é preciso falar. O suicídio pode ser prevenido com informação. A identificação de sinais, a oferta e a busca por ajuda ainda enfrentam barreiras muitas vezes por preconceitos. Falar sobre suicídio costuma ser delicado, até mesmo pronunciar a palavra provoca às vezes uma situação de desconforto. Algo como já foi a lepra ou o câncer. Com a diferença que a dor psíquica em muitas situações é encarado como de menor importância que a dor física.

Por tudo isso, foi feita a escolha de um mês para disseminar informações. Procure ficar atento a quem está ao seu redor, sejam familiares, amigos ou colegas de trabalho. Você pode fazer a diferença na vida deles.

Falar é a melhor solução.
Ligue 188


O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias.

As ligações para o CVV através do número 188 são gratuitas a partir de qualquer linha telefônica fixa ou celular, provenientes de qualquer cidade do Brasil.

(O texto acima é composto por um extrato das informações fornecidas pelo Centro de Valorização da Vida - CVV)

Referências:

Vídeo da campanha Setembro Amarelo, em 2018.

domingo, 2 de setembro de 2018

Incêndio destrói o Museu Nacional da UFRJ, na Quinta da Boa Vista

Ainda não há informações sobre as causas do incêndio, mas uma coisa é certa, o Museu Nacional não dispunha de sistema automático de prevenção contra incêndios nem brigada de emergência. E os hidrantes externos estavam sem água. Sendo uma construção do século XIX, com estrutura em madeira no seu interior, a propagação foi rápida e o combate ao fogo muito difícil.



De acordo com a reportagem do jornal El País, O acervo do museu era composto por cerca de 20 milhões de itens. Entre os destaques estavam a coleção egípcia, que começou a ser adquirida pelo imperador Dom Pedro I; o mais antigo fóssil humano já encontrado no país, batizado de "Luzia", com cerca de 11.000 anos; um diário da Imperatriz Leopoldina; um trono do Reino de Daomé, dado o Príncipe Regente D. João VI, em 1811; o maior e mais importante acervo indígena e a biblioteca de antropologia mais rica do país.


Leia a reportagem na íntegra:

Fotografia: FUTURA PRESS/FOLHAPRESS

domingo, 8 de abril de 2018

Bloqueio de disjuntores é uma das medidas de prevenção de acidentes com eletricidade

Como bloquear disjuntores de forma segura e eficiente?
(João Marcio Tosmann*)

Artigo reproduzido com autorização da TAGOUT Bloqueio e Etiquetagem.


Um dos procedimentos que exige maior atenção durante a manutenção preventiva ou corretiva nas indústrias é como realizar o bloqueio de disjuntores de forma correta e segura. Isso porque a proteção dos funcionários é dever da empresa e um tema que precisa ser levado a sério por toda a equipe – da manutenção aos operadores de máquinas, que também mantêm contato próximo com os equipamentos.


Os dispositivos de bloqueio de disjuntores servem para impedir o religamento mecânico e elétrico de máquinas, equipamentos ou painéis elétricos durante o período de manutenção. São considerados Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs) – que instalados e utilizados no ambiente de trabalho, servem para proteger os trabalhadores em relação aos riscos coletivos existentes nos processos.

Os EPCs são importantes na rotina de uma indústria pois ajudam a evitar acidentes, já que não dependem da atitude do funcionário para que sejam eficazes. Por isso, as medidas de proteção coletiva são prioridade e estão de acordo com as normas regulamentadoras NR-4, NR-10, NR-12 e NR-33, a fim de garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores.


Além da proteção ao trabalhador, os EPCs também contribuem para a redução significativa ou eliminação total dos custos diretos e indiretos gerados por consequências de acidentes do trabalho.

Tipos de Disjuntores


O disjuntor é um dispositivo eletromecânico que protege determinada instalação elétrica contra possíveis danos relacionados a sobrecargas elétricas, curto-circuitos e falta de fase. Sua função é controlar a corrente elétrica e interromper a sua circulação, desarmando o disjuntor, caso haja picos de energia que ultrapassem o adequado, a fim de evitar a queima da máquina ou equipamento e até incêndios.


No mercado, existem diversos tipos de disjuntores, desde os utilizados nas residências até os que controlam a energia elétrica de unidades industriais, com circuitos de alta tensão.

Para cada tipo de disjuntor, é recomendado um tipo de bloqueio.

Independentemente do tipo de disjuntor a ser bloqueado, o importante é que os técnicos envolvidos na manutenção dos dispositivos tenham conhecimento e segurança para cumprir as normas. Conheça algumas soluções:

# 1 – Dispositivos de Bloqueio Universal para Disjuntores (DBU)

O Dispositivo de Bloqueio Plástico Universal para Disjuntores (DBU) é utilizado para bloquear disjuntores que atendem a norma DIN monopolar, bipolar e tripolar, NEMA e Disjuntor Caixa Moldada. Ele é composto por uma capa de plástico ABS vermelho, com base de nylon rígido preto, um parafuso de latão de fixação manual e um orifício para colocação do cadeado frontal ou lateralmente.

Pode ser aplicado no disjuntor facilmente de acordo com a NR-10. Para isso, basta colocar o disjuntor em modo off, colocar o DBU na manopla e, com a chave de fenda, apertar o parafuso até fixar bem. Para complementar, deve-se colocar o cadeado de bloqueio e a etiqueta de identificação.

# 2 – Dispositivos de Bloqueio para Disjuntor DIN (DBDD)

O Dispositivo de Bloqueio para Disjuntor Norma DIN (DBDD) pode ser usado como trava para disjuntores norma DIN monopolar, bipolar e tripolar. Para ser colocado deve-se desligar o disjuntor (modo off) e inserir o dispositivo no interruptor do disjuntor, juntamente com o cadeado e a etiqueta de bloqueio.


# 3 – Garras de bloqueio

https://www.tagout.com.br/img/produtos/media/garra-plastica-GP6F216BC-fechada.jpg

As garras de bloqueio são ideais para o travamento disjuntores em geral. Os seis furos da garra de bloqueio permitem que até seis profissionais bloqueiem uma única fonte de energia. A garra é feita de material rígido, resistente à alta temperatura e não condutor elétrico.

A utilização do mesmo bloqueio por mais de um técnico assegura que a máquina ou equipamento permaneça bloqueado até que todos os envolvidos na manutenção ou inspeção tenham concluído as suas atividades. Para isso, cada funcionário de manutenção coloca o seu cadeado e sua etiqueta de identificação em um dos seis furos da garra de bloqueio. O equipamento só é liberado depois todos os envolvidos tenham concluído e retirado seus respectivos cadeados e etiquetas, aumentando a segurança e eficácia do processo de bloqueio.

É recomendada para o bloqueio de disjuntor do tipo Motor. Para isso, deve ser aplicada com a manopla do disjuntor em modo off. A garra deve ser colocada no ofício do disjuntor, juntamente com o cadeado e a etiqueta de bloqueio.

# 4 – Cadeados de bloqueio




Assim como as garras de bloqueio, o cadeado de bloqueio serve para impedir o religamento de máquinas, equipamentos ou painéis elétricos durante o período de manutenção. Somente desligar a máquina e realizar a manutenção é muito perigoso, já que outra pessoa pode religar a máquina a qualquer minuto, enquanto o funcionário está fazendo a manutenção.

Os cadeados de bloqueio com corpo plástico são especiais para manutenções industriais, garantindo ao técnico maior segurança. Além do corpo plástico não condutor, os cadeados de bloqueio possuem cilindro com seis pinos de segurança, garantindo ao técnico que somente a sua chave é capaz de abrir seu cadeado.


# 5 – Sinalização de bloqueios elétricos


Os cadeados de bloqueio devem estar acompanhados da sinalização de bloqueio adequada, como a etiqueta de bloqueio contendo o horário e a data do bloqueio, o motivo da manutenção e o nome do responsável. Isso garante maior segurança a todo o processo.

*Sobre o autor: João Marcio Tosmann é formado em Engenharia Elétrica, com ênfase em Eletrônica, pela PUC-RS, com pós-graduação em Administração Industrial pela USP e MBA em Marketing pela ESPM.

Possui experiência em projetos de manutenção industrial e logística em autopeças. Atuou como membro da diretoria do Complexo Industrial Automotivo General Motors (CIAG) e líder de projetos de novos veículos como Celta (General Motors) e EcoSport (Ford). Atualmente é diretor da Tagout, indústria de produtos de Bloqueio e Etiquetagem que oferece consultoria, treinamento e elaboração de procedimentos para implantação do Programa de Controle de Energias Perigosas (PCEP).

Gostou do conteúdo? Se tiver dúvidas ou quiser compartilhar comigo a sua opinião, envie um e-mail para contato@tagout.com.br. Aguardo o seu contato!

Informações sobre a empresa:
----------------

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Napo - Segurança com um Sorriso

Você conhece o personagem Napo? Ele aparece em filmes de animação sobre segurança e saúde no trabalho. Os filmes não foram concebidos para proporcionar uma cobertura exaustiva de um tema, nem devem ser encarados como filmes de teor formativo ou educativo. Eles são uma forma de chamar a atenção de forma lúdica para um determinado tema.


Napo, o personagem

“Segurança com um sorriso” é o slogan do Napo. Cada filme é co-produzido por diversas instituições europeias. A Agência Europeia para a Segurança e a Saúde no Trabalho - European Agency for Safety and Health at Work (EU-OSHA), com sede em Bilbao, Espanha, financiou o desenvolvimento do portal Web que hospeda as produções.

A produção é de um consórcio cinematográfico (Napo Consortium), constituído pelo HSE (Reino Unido), pela DGUV (Alemanha), pelo INAIL (Itália), pelo INRS (França), pela SUVA (Suíça) e pela AUVA (Áustria).



Napo é co-produzido por um consórcio de instituições

A mais recente produção foi dedicada à segurança no transporte. São vários episódios que podem ser apresentados em sequência ou isoladamente. Neste link, estão todos os episódios dessa série sobre transporte, e somados representam cerca de 10 minutos de animação.

Confira aqui esta mais recente produção.



Para saber mais e acompanhar as novas produções, inscreva-se no canal do Napo no YouTube ou acompanhe o portal oficial.

Referências:

Portal oficial:

Canal do YouTube:

Consórcio internacional:

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Febre Amarela - Informações de utilidade pública

Considerando a gravidade deste assunto e as dúvidas que vêm surgindo a cada dia, esta publicação do nosso blog vai se limitar a reproduzir fontes confiáveis para sua consulta e esclarecimento.


De acordo com o Instituto Bio-Manguinhos, vinculado à Fundação Oswaldo Cruz, a febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por vetores. Geralmente, quem contrai este vírus não chega a apresentar sintomas ou os mesmos são muito fracos. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. A maioria dos infectados se recupera bem e adquire imunização permanente contra a febre amarela.

Combatida por Oswaldo Cruz no início do século 20 e erradicada dos grandes centros urbanos desde 1942, a enfermidade voltou a assustar os brasileiros em 2017, com a proliferação de casos de febre amarela silvestre durante o ano.

Veja as informações completas no seguinte link:


O Ministério da Saúde em seu portal da Internet, responde a várias perguntas frequentes, entre elas eu destaco:

Como tratar?

Não existe nada específico. O tratamento é apenas sintomático e requer cuidados na assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido numa Unidade de Terapia Intensiva. Se o paciente não receber assistência médica, ele pode morrer.




Como se prevenir?

A única forma de evitar a febre amarela silvestre é a vacinação contra a doença. A vacina é gratuita e está disponível nos postos de saúde em qualquer época do ano. Ela deve ser aplicada 10 dias antes da viagem para as áreas de risco de transmissão da doença. Pode ser aplicada a partir dos 9 meses e é válida por 10 anos. A vacina é contra-indicada a gestantes, imunodeprimidos (pessoas com o sistema imunológico debilitado) e pessoas alérgicas a gema de ovo.

A íntegra das perguntas e respostas está no seguinte endereço:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/febreamarela/perguntas.php



Para saber notícias atualizadas sobre a febre amarela, consulte a Agência de Notícias da Fundação Oswaldo Cruz:

Se ainda tem dúvida sobre o fracionamento da vacina, assista a esse vídeo de um minuto.


Nada de pânico. Leia as informações de fontes confiáveis, não propague boatos e colabore com a prevenção e combate ao surto de febre amarela.

Se você gostou do nosso blog, compartilhe em suas redes sociais.

sábado, 30 de dezembro de 2017

O que podemos fazer para prevenir a Doença de Alzheimer?

Nosso blog se dedica, habitualmente, aos temas da prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.

Entretanto, a doença de Alzheimer, e sua prevalência na população idosa, merece a atenção de todos nós, dentro ou fora do trabalho.

Em 2015, o filme Para sempre Alice fez muito sucesso, e teve como referência o livro de mesmo nome, cuja autora é uma neurocientista chamada Lisa Genova.


Cartaz do filme Para sempre Alice

E é essa neurocientista e escritora que está aqui falando de forma objetiva sobre esse tema tão polêmico e assustador: O que podemos fazer para prevenir o Alzheimer?


Lisa Genova, autora do livro

De forma clara e positiva, ela nos mostra que ainda há tempo de adotarmos medidas preventivas, mesmo que pareça prevalecer a ideia que a doença chega sem avisar. A palestra, extraída do TED Talks tem pouco mais de 13 minutos e tenho certeza que você vai gostar.








Se você gostou do nosso blog, compartilhe a informação com os seus contatos. Você também pode incluir seu nome entre os seguidores do blog e receber atualizações. Participe!

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Se exponha, mas não se queime. Dezembro Laranja.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), todos os anos surgem 176 mil casos de câncer da pele, o de maior incidência no país. O mês de dezembro é o escolhido para reforçar as ações de comunicação para a prevenção dessa doença, daí o nome Dezembro Laranja.


O câncer de pele é o mais frequente no Brasil e corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Apresenta altos percentuais de cura, se for detectado precocemente. Entre os tumores de pele, o tipo não-melanoma é o de maior incidência e mais baixa mortalidade.

O câncer de pele é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, sendo relativamente raro em crianças e negros, com exceção daqueles já portadores de doenças cutâneas anteriores.

Os principais sintomas são: Feridas na pele cuja cicatrização demore mais de quatro semanas, variação na cor de sinais pré-existentes, manchas que coçam, ardem, descamam ou sangram. Nesses casos, deve-se procurar o mais rápido possível um médico dermatologista.

O texto dessa publicação é uma reprodução parcial do site oficial da campanha #DezembroLaranja. Para saber mais, siga o link: www.dezembrolaranja.com.br

Sob o slogan “Se exponha mas não se queime”, a campanha da Sociedade Brasileira de Dermatologia pretende conscientizar e educar as pessoas sobre os riscos do câncer da pele decorrentes da exposição excessiva ao sol sem proteção, lembrando que filtro solar não é o único cuidado contra a radiação ultravioleta. A mensagem visa atingir, sobretudo, quem trabalha sob o sol ou ao ar livre, bem como as pessoas em seu cotidiano profissional e em momentos de lazer.



“Queremos divulgar para a grande população, especialmente para os trabalhadores que desempenham suas funções expostos ao sol, como carteiros, vendedores ambulantes, operários da construção civil, feirantes e outros, esse conjunto de atitudes, essenciais para que essa exposição prolongada não traga problemas de saúde”, afirma o presidente da SBD, José Antonio Sanches.

A recomendação é de que usem equipamentos de proteção individual (EPI): chapéus de abas largas, óculos escuros, roupas de cubram boa parte do corpo e protetores solares com fator mínimo de proteção solar (FPS) 30. A hidratação constante também faz parte dessas medidas fotoprotetoras, sem esquecer de evitar os horários de maior insolação: das 10h às 16h.

Entre as iniciativas previstas, estão a divulgação de peças publicitárias na internet (Facebook, Instagram e site), com concentração durante o mês de dezembro, que alertam sobre a incidência do câncer da pele e dão dicas de proteção. As mensagens serão dadas pelos personagens Dr. e Dra. Pele, e todas as peças virão marcadas com a hashtag #DezembroLaranja e #ControleoSol. O público interessado também poderá divulgar a campanha nas redes sociais, customizando a foto de perfil, postar o texto com fundo laranja no Facebook ou usar o filtro laranja do Stories no Instagram.

Conheça um dos vídeos da campanha.



Referências:


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Controlando Energias Perigosas

Uma das áreas críticas para a gestão de segurança industrial, é o controle de energias perigosas. Seja em forma de energia elétrica ou mecânica, fluidos pressurizados ou em alta temperatura, enfim, um amplo espectro de variáveis estão envolvidas.

Ciente da importância desse assunto, estou reproduzindo, após autorização, o artigo do engenheiro João Márcio Tosmann. Ele é engenheiro eletricista e diretor da Tagout. Seus dados completos estão no final do artigo.

-----------------

5 dicas para reduzir os riscos de acidentes durante a manutenção de máquinas industriais

Autor: Eng° Eletricista - João Márcio Tosmann*

A manutenção de máquinas e equipamentos industriais faz parte da rotina de qualquer indústria, e deve ser levada a sério para garantir a saúde e a integridade física dos trabalhadores. Para isso, a NR-12 do Ministério do Trabalho e Emprego, estabelece requisitos mínimos para a prevenção de acidentes nestas situações.

Sejam preventivos ou corretivos a manutenção, inspeção, reparo, limpeza, ajuste e outras intervenções que se fizerem necessárias em equipamentos, todos eles devem ser executados por profissionais capacitados e com a adoção correta de procedimentos de segurança.

Entre as medidas de proteção previstas pela NR-12 estão: medidas de proteção coletiva ou EPCs (cones e faixas de segurança, placas de sinalização, sensores de presença, sirenes e alertas luminosos), administrativas ou de organização do trabalho, e de proteção individual ou EPIs (como luvas, protetores auriculares, capacetes, botas, entre outros).

É importante destacar que a atividade de manutenção e teste de máquinas e equipamentos expõe os técnicos responsáveis a riscos que não estão presentes, na maioria das vezes, na rotina de funcionamento da máquina. Assim, para evitar perigos como choque elétrico, incêndio, explosão e riscos mecânicos (como agarramento, corte, esmagamento, por exemplo), é preciso haver um cuidado redobrado!

Quais os procedimentos necessários para reduzir os riscos de acidentes durante a tarefa de manutenção?


1. Desligamento e descarga da energia residual

A manutenção, inspeção, reparo, limpeza, ajuste e outras intervenções devem ser executadas por profissionais capacitados, qualificados e legalmente habilitados mediante desligamento e descarga de energias residuais de todas as fontes possíveis, como tubulações de ar comprimido, vapor, água e outros, bem como máquinas e equipamentos.


2. Bloqueio mecânico e elétrico dos dispositivos de energia

É fundamental manter o bloqueio mecânico e elétrico na posição “desligado” ou “fechado” de todos os dispositivos de corte de fontes de energia, a fim de impedir a reenergização durante o processo de manutenção. O procedimento de bloqueio tem como objetivo prevenir acidentes de trabalho durante os serviços de manutenção onde existem fontes de energias perigosas.



Para isso, o operador de manutenção precisa ter o controle da energização do equipamento, a fim de impedir o acionamento acidental da máquina por terceiros. Todos os disjuntores e seccionadoras que alimentam o equipamento devem ser bloqueados com cadeados e dispositivos de bloqueios específicos. Somente eletricistas capacitados, habilitados e autorizados devem ter acesso a eles.

Cadeados de bloqueio

Os cadeados de bloqueio com corpo plástico são especiais para manutenções industriais, garantindo ao técnico maior segurança. Além do corpo plástico não condutor, os cadeados de bloqueio possuem cilindro com 6 pinos de segurança, garantindo ao técnico que somente a sua chave é capaz de abrir seu cadeado.


3. Bloqueio mecânico do interruptor principal de acionamento da máquina

Outra opção para o bloqueio mecânico e elétrico é travar o interruptor principal de acionamento da máquina com a garra de bloqueio. As garras multiplicadoras de bloqueio asseguram que a máquina ou equipamento em manutenção permaneça bloqueado até que todos os envolvidos na manutenção ou inspeção tenham sido concluídos.

Guarra multiplicadora de bloqueio

Para isso, cada funcionário envolvido na operação coloca seu cadeado de bloqueio e sua etiqueta de identificação em um dos 6 orifícios da garra, e o equipamento só é liberado após todos os envolvidos concluírem o serviço e retirarem seus cadeados e etiquetas, aumentando a segurança e eficácia do processo de bloqueio.


4. Sinalização de bloqueios mecânicos e elétricos

Os bloqueios dos equipamentos em manutenção devem estar sinalizados com cartão ou etiqueta de bloqueio contendo o horário e a data do bloqueio, o motivo da manutenção e o nome do responsável ou então etiqueta com foto, nome, departamento e ramal do responsável pelo bloqueio.


5. Isolamento e sinalização do local de manutenção

Compreende a utilização de cores, símbolos, inscrições, sinais luminosos ou sonoros, entre outras formas de comunicação de mesma eficácia. Esta sinalização deve ser adotada durante todo o período de manutenção das máquinas e equipamentos. Devem ser adotados, sempre que necessário, sinais ativos de aviso ou de alerta, que indiquem a iminência de um acontecimento perigoso decorrente do procedimento de manutenção.

Esta sinalização de segurança serve para advertir os trabalhadores e terceiros sobre os riscos a que estão expostos, além das instruções de manutenção e outras informações necessárias para garantir a integridade física e a saúde dos trabalhadores.


Um conjunto de medidas preventivas é o melhor caminho para proteger a equipe de acidentes a que todos estão sujeitos diariamente. Por isso, além das medidas listadas acima, e do uso correto dos EPCs e EPIs, é sempre importante que a equipe de manutenção esteja em dia com os treinamentos e capacitações para a realização das suas atividades.


*Sobre o autor: João Márcio Tosmann é formado em Engenharia Elétrica, com ênfase em Eletrônica, pela PUC-RS, com pós-graduação em Administração Industrial pela USP e MBA em Marketing pela ESPM. Possui experiência em projetos de manutenção industrial e logística em autopeças. Atuou como membro da diretoria do Complexo Industrial Automotivo General Motors (CIAG) e líder de projetos de novos veículos como Celta (General Motors) e EcoSport (Ford). Atualmente é diretor da Tagout, indústria de produtos de Bloqueio e Etiquetagem que oferece consultoria, treinamento e elaboração de procedimentos para implantação do Programa de Controle de Energias Perigosas (PCEP). No portal da empresa Tagout você pode conhecer os serviços e equipamentos relacionados a este artigo: 
https://www.tagout.com.br/

----------------

terça-feira, 20 de junho de 2017

Acidentes de trabalho e suas causas - parte 1

Quando ocorre um acidente de trabalho, vêm à tona inúmeras discussões sobre as causas, mas também sobre responsabilidades e culpas.

É um conceito já consagrado, entre os que estudam o assunto, que devem prevalecer as análises cujo objetivo seja o de encontrar as causas e as medidas de prevenção para que elas não se repitam. Mas ainda há quem acredite que vai reduzir acidentes por meio de identificação e responsabilização de culpados.

Pensando nisso, decidi relembrar alguns autores que já identificavam a complexidade de um acidente e de sua análise, bem como a dificuldade de se encontrar as suas verdadeiras causas.

Para a análise dos acidentes e identificação de suas causas, o engenheiro Frank Bird Jr., em um capítulo de um livro publicado pelo NIOSH, em 1973, considerava o acidente como uma forma de contato com uma fonte de energia (elétrica, química, cinética, térmica etc.) acima do limite de resistência do corpo ou de uma estrutura; ou o contato com uma substância que interfere com o funcionamento normal do corpo humano. Para ele, todos os tipos de perdas (lesões pessoais, danos materiais, perdas de produção) têm três estágios: o pré-contato, o contato e o pós-contato (com uma fonte de energia ou substância). Essa abordagem permitiu a ele concluir que a prevenção de acidentes depende de um controle de energia, atuando nos três estágios do evento acidental, com uma concentração de esforços no estágio “pré-contato”. É nesse estágio que Frank Bird Jr. destacava a aplicação de medidas de controle através de projetos de engenharia:

A maioria das condições perigosas pode ser prevista ou antecipada nas etapas de projeto, compras, manutenção ou desenvolvimento de procedimentos da operação das instalações. Condições inseguras, tais como proteções e dispositivos inadequados, sistemas de sinalização e alarme inadequados, riscos de incêndio e explosão, espaço físico congestionado, iluminação inadequada ou ruído são bons exemplos das causas mais comuns de acidentes que podem ser prevenidas por medidas de engenharia no estágio de pré-contato do controle de acidentes. (BIRD JR., 1973, p. 686)

Essas medidas de engenharia, nesse estágio de pré-contato, podem ser consideradas como requisitos de projetos, instalações e equipamentos que incorporem conceitos de prevenção de acidentes. O professor Trevor Kletz, muitos anos depois, em 2001, também destacava que os esforços maiores para a prevenção deveriam estar nos projetos de engenharia:

[...] vamos de agora em diante aceitar que as pessoas são os componentes dos sistemas que nós projetamos que não podemos reprojetar ou modificar. Mas nós podemos projetar melhores bombas, compressores, colunas de destilação [...] (KLETZ, 2001, p. 3)

Em um livro publicado com dois outros autores, Frank Bird Jr. destaca que o caráter de imprevisibilidade associado à palavra “acidente” passa uma falsa ideia de uma situação incontrolável, dificultando tanto as análises de acidentes como a adoção das medidas de controle. Mesmo assim, 30 anos depois de seu artigo anteriormente mencionado, ele permanecia enfatizando que a prevenção dos acidentes devia estar centrada no controle da energia presente nos processos e não na recomendação de mais cuidado e atenção.

[...] aqueles que acreditam que a maioria dos acidentes são causados por descuido estão propensos a apoiar programas de punição ou de incentivo para que as pessoas sejam mais cuidadosas. Um resultado provável nesse caso é que os problemas relacionados aos acidentes sejam encobertos ao invés de resolvidos. (BIRD; GERMAIN; CLARK, 2003, p. 5)


Nessa mesma linha, reforçando o que já havia abordado em outro trecho, o engenheiro e professor Trevor Kletz se empenha em demonstrar a importância de uma ação de engenharia para a prevenção de acidentes:

Nós, como engenheiros, devemos esperar que as pessoas mudem sua forma de ser (física ou mental) para que se ajustem às instalações e procedimentos ou devemos projetar instalações e procedimentos que se ajustem às pessoas? (KLETZ, 2001, p. 9)


No Brasil, o professor Mário Vidal, da UFRJ, ao tratar da evolução conceitual da noção de acidente do trabalho, menciona que o significado etimológico do termo acidente, associado à ideia de acaso, não pode ser considerado sob o ponto de vista de uma abordagem científica.


Entre as várias concepções analisadas, ele considera que “um acidente é o resultado de todo um processo de trabalho que, nessa ocasião, mostra suas insuficiências a nível de projeto, de organização e de modus operandi” (VIDAL, 1989). Para ele, reconhecer essa noção de fenômeno complexo requer substituir a noção de responsabilidade ou culpa, entendendo o modelo teórico do acidente como “o resultado do efeito conjugado de uma série de fatores causais”. Por isso ele considera que qualquer ação pela prevenção de acidentes requer a disposição de conhecer e intervir no processo de trabalho.

Nessa mesma linha, o engenheiro francês Michel Llory, em seu livro dedicado aos acidentes industriais, enfatiza esse aspecto organizacional dos acidentes. Segundo ele, ainda que sejam diversas as causas diretas desses acidentes, todos eles têm uma dimensão organizacional, ou seja, as suas causas profundas devem ser buscadas para além das falhas técnicas e humanas que ocasionaram o acidente.

Portanto, uma organização que está buscando o aprendizado contínuo, deve se enxergar como a principal responsável pelos acidentes, assim como pelas ações de prevenção. Não há razão de se gastar tempo procurando culpados e tentar puni-los.

Aliás, as organizações que já implantaram um sistema de gestão de segurança e saúde no trabalho, devem ter compreendido que ele é um sistema construído com o objetivo da excelência. Para isso, ele requer a identificação e o tratamento das anomalias, e elas sempre estarão vinculadas a alguma falha desse sistema.

Na segunda parte deste artigo, vamos apresentar abordagens de outros autores sobre o tema da análise dos acidentes.


Atualização: Em 24 de agosto de 2019, foi publicada a segunda parte (final) deste artigo. Está no seguinte link:


Referências bibliográficas:

BIRD, JR, F.E. Safety. In The industrial environment – its evaluation and control. Chapter
47. Cincinnati, Ohio: National Institute of Occupational Health and Safety, 1973.

BIRD, JR, F. E.; GERMAIN, G. L.; CLARK, M. D. Practical loss control leadership. 3. ed.
Atlanta: Det Norske Veritas, 2003.

KLETZ, T. An engineer view of human error. 3 rd. ed. Rugby, Warwicchshire, UK: Institution of Chemical Engineers (IChemE), 2001.

VIDAL, M. A evolução conceitual da noção de acidente do trabalho: Consequências metodológicas sobre o diagnóstico de segurança. Cadernos DEP nº 13. Departamento de Engenharia de Produção da UFSCar. São Carlos (SP): Universidade Federal de São Carlos, 1989.


LLORY, M. Acidentes Industriais – O custo do silêncio. Rio de Janeiro: Multimais, 1999.