quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Câncer de Mama: vamos falar sobre isso?


Outubro Rosa. Essa campanha começou na década de 90, para estimular a participação da população no controle do câncer de mama.

Desde então, a data é celebrada anualmente, com o objetivo de compartilhar informações sobre o câncer de mama, promover a conscientização sobre a doença, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade.

O INCA participa do movimento desde 2010, promove eventos técnicos, debates e apresentações sobre o tema, assim como produz materiais e outros recursos educativos para disseminar informações sobre prevenção e detecção precoce da doença.

Em 2018, a campanha do INCA no Outubro Rosa tem como tema "Câncer de mama: vamos falar sobre isso?". O objetivo é fortalecer as recomendações do Ministério da Saúde para o rastreamento e o diagnóstico precoce do câncer de mama e desmistificar conceitos em relação à doença.


A partir deste link, você tem acesso a muitas informações úteis que podem ajudar na prevenção e no tratamento do câncer de mama. Confira, clicando aqui: http://www.inca.gov.br/outubro-rosa/


E para tratar desse tema de uma forma emocionante e diferente, o INCA produziu o vídeo Mama Bela, Belo Colo, propondo uma reflexão sobre a mulher, o câncer e suas implicações no seu dia a dia, na sua sexualidade e na sua experiência vivida individual e coletivamente.

Entre outros aspectos são abordadas questões atuais sobre a saúde da mulher e a relação com seu corpo, aspectos sociais e informações para prevenção e detecção precoce do câncer.

Relatos de mulheres sobreviventes são exemplos de que o câncer não é um ponto final e que apoio, compreensão e respeito ajudam a enfrentar o medo e o estigma da doença.


quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Catadora de Gente

O tratamento adequado dos resíduos sólidos é um dos temas fundamentais para a sustentabilidade. E o trabalho dos catadores e catadoras é imprescindível para o  descarte adequado. Por isso, a notícia de um prêmio de cinema para uma catadora se torna ainda mais importante e emocionante.

Reconhecida pelo trabalho que realiza há mais de 30 anos em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, como catadora, Maria Tugira Cardoso, do MNCR - Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, recebeu o convite de narrar a própria história em um documentário. Aos 58 anos foi indicada e ganhou o prêmio Kikito de melhor atriz em curtas metragens do Festival de Cinema de Gramado deste ano, com o filme "Catadora de Gente", dirigido por Mirela Kruel.


Veja aqui o trailer desse documentário e conheça um pouquinho da Maria Tugira.

#reciclagem #catadores #sustentabilidade #resíduos #lixo #lixozero



quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho de 2017

Foi publicada, na semana passada, a mais recente edição do Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho (AEAT), contendo os dados do ano de 2017.

Em uma análise resumida, a Revista Proteção elencou algumas informações importantes do Anuário, entre elas que os acidentes de trabalho em todo o Brasil caíram 6,2%, em comparação ao ano anterior, tendo ocorrido 549.405 acidentes em 2017 e 585.626 em 2016.

A reportagem da Revista Proteção você pode ver clicando aqui.

A íntegra do AEAT 2017 está disponível no portal da Previdência Social:


domingo, 23 de setembro de 2018

Mudança climática é ameaça existencial direta.

Na semana passada, o Secretário Geral da ONU fez um discurso forte para alertar sobre os riscos da mudança climática.

O mundo corre o risco de cruzar o ponto de não retorno da mudança climática, com consequências desastrosas para as pessoas em todo o planeta e os sistemas naturais que as sustentam, alertou o secretário-geral das Nações Unidas, Antônio Guterres. Ele pediu mais liderança e maior ambição pela ação em prol do clima como uma forma de reverter essa tendência.

O compromisso feito pelos líderes mundiais no Acordo de Paris, há três anos, para impedir que a temperatura aumentasse em 2 graus Celsius e trabalhar para manter o aumento o mais próximo possível de 1,5 grau Celsius “foi realmente o mínimo para evitar os piores impactos da mudança climática”, disse Guterres, em um discurso histórico sobre a ação climática, na sede da ONU em Nova York.

Acompanhe o tema: bit.ly/onuclima

#climatechange #mudançasclimáticas

domingo, 16 de setembro de 2018

Segurança e Saúde do Trabalhador e os registros no eSocial

A cada dia cresce o interesse e ao mesmo tempo a preocupação com a implantação do eSocial.

Na prática, as empresas precisam enviar periodicamente, em meio digital, as informações para a plataforma do eSocial. Todos esses dados, na verdade, já são registrados, atualmente, em algum meio, como papel e outras plataformas online. Para a área de Segurança e Saúde no Trabalho, isso significa que os programas de prevenção previstos nas Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho terão um ambiente nacional e único de consolidação. Da mesma forma, lá deverão estar cadastrados os requisitos da legislação previdenciária para a caracterização da aposentadoria especial, como é o caso do PPP - Perfil Profissiográfico Previdenciário.

Por isso, reunimos aqui um conjunto de informações básicas, seguidas de referências fundamentais para você conhecer melhor o eSocial. Salve este endereço entre seus favoritos para recorrer a ele quando precisar de acesso rápido às informações sobre esse sistema que faz parte da rotina de todas as empresas brasileiras.

O eSocial possui um Comitê que regulamenta sua implantação, cronograma, critérios, detalhamento dos formulários de cadastro entre outros aspectos práticos de sua implantação. Na semana passada esse Comitê publicou a revisão da Nota de Documentação Evolutiva NDE 01/18 (versão 2.0) que trata dos eventos de Segurança e Saúde no Trabalho, dentro do escopo do E-Social.


O link para esse documento está disponível em: http://portal.esocial.gov.br/manuais/nde-01-2018-v2-0.zip/view

Os seguintes leiautes e tabelas de eventos de Segurança e Saúde no Trabalho estão nessa mais recente versão da NDE:

S 1005 -Tabela de Estabelecimentos, Obras ou Unidades de Órgãos Públicos
S 1060 - Tabela de Ambientes de Trabalho
S 2210 - Comunicação de Acidente de Trabalho
S 2220 - Monitoramento da Saúde do Trabalhador
S 2221 - Exame Toxicológico do Motorista Profissional
S 2240 - Condições Ambientais do Trabalho - Fatores de Risco
S 2245 - Treinamentos, Capacitações e Exercícios Simulados
Tabela 9 - Tipos de Arquivo do eSocial
Tabela 23 - Fatores de Riscos do Meio Ambiente do Trabalho
Tabela 24 - Codificação de Acidente de Trabalho
Tabela 27 - Procedimentos Diagnósticos

Tabela 28 - Atividades Perigosas, Insalubres e/ou Especiais
Tabela 29 - Treinamentos, Capacitações e Exercícios Simulados

Mas o que significam esses "eventos"?

Antes de qualquer coisa é preciso ficar claro que o  eSocial é um Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas, estabelecido pelo Decreto 8.373/2014. Seu objetivo é unificar a forma pela qual passam a ser prestadas as informações trabalhistas, previdenciárias, tributárias e fiscais relativas à contratação e utilização de mão de obra por todas as empresas. Tudo isso de forma digital em um banco de dados único.

Portanto, os eventos de Segurança e Saúde no Trabalho do eSocial contemplam as obrigações das legislações previdenciária e trabalhista cujos dados devem ser lançados pelas empresas nesse banco de dados. Eles se referem, por exemplo, à apuração da exposição dos trabalhadores aos fatores de risco que podem levar ao pagamento dos adicionais de insalubridade e periculosidade ou à aposentadoria especial. E indo além disso, se propõe a incluir a gestão de programas de observância obrigatória, em especial o PPRA e o PCMSO, que passam a ter seus resultados de monitoramento informados de modo eletrônico. Nessa gestão estão os dados sobre os exames médicos, atestado de saúde ocupacional, equipamentos de proteção individual, comunicações de acidentes de trabalho, treinamentos, enfim, um conjunto de registros eletrônicos das principais etapas da vida do trabalhador no ambiente de trabalho das empresas, desde a admissão até seu desligamento.

No vídeo a seguir, o Auditor Fiscal do Trabalho, José Maia, que atua na Coordenação de implantação do eSocial, fala sobre esses eventos de SST, comentando a atualização da NDE 01.




Dessa forma, os eventos de Segurança e Saúde no Trabalho que mencionamos aqui, se integram aos demais eventos, tais como admissão, mudança de função, mudança de local de trabalho, afastamentos etc.

Analisando a complexidade desse sistema mas também as possibilidades de gestão e informação que ele fornece, não há dúvida que é um marco importante no acesso aos dados dos trabalhadores e das empresas quanto às condições do meio ambiente de trabalho e suas medidas de prevenção e controle. Afinal, um grande conjunto de formulários estarão consolidados em um único repositório.




No vídeo abaixo, você poderá ver a explicação sobre um dos eventos de Segurança e Saúde no Trabalho, no âmbito do eSocial: Condições Ambientais do Trabalho e Fator de Risco.


Árvore do conhecimento eSocial - S-2240 Condições Ambientais do Trabalho - Fator de Risco from Fenacon on Vimeo.

Para concluir, seguem algumas referências importantes para sua atualização e consulta sobre esse assunto.

No ano passado, a CNI - Confederação Nacional da Indústria publicou uma Cartilha do eSocial para o Sistema Indústria, contendo informações detalhadas sobre a implantação desse sistema e seu impacto para as empresas. Ela está disponível no seguinte endereço: http://www.portaldaindustria.com.br/relacoesdotrabalho/media/publicacao/chamadas/Cartilha%20eSocial_miolo_web.pdf

Os detalhes do eSocial estão descritos em um portal específico, organizado em seções, de forma a oferecer informações para cada tipo de consulta. No portal você também vai encontrar o Manual oficial do eSocial. Veja neste endereço: http://portal.esocial.gov.br

Uma novidade muito útil é o lançamento do curso eSocial Ponto a Ponto, da ENIT - Escola Nacional da Inspeção do Trabalho. Disponível no YouTube, com atualização periódica, ele oferece uma visão abrangente, acompanhando as mudanças recentes desse sistema. Veja no endereço: https://www.youtube.com/channel/UCII0hpg3zsILGJSFQJTxy7A


Vários outros vídeos foram produzidos pela Fenacom - Federação de Empresas de Contabilidade, para servirem de tutorial para cada um dos eventos do eSocial. Eles estão no seguinte endereço: http://www.arvoredoconhecimento.org.br/

Para complementar essas referências, a Receita Federal por meio de seu canal oficial no Youtube disponibilizou 10 vídeo aulas. Os vídeos tratam especificamente da forma de apuração do cálculo das contribuições previdenciárias para orientar os contribuintes na geração de seus débitos previdenciários. Veja no endereço: https://www.youtube.com/playlist?list=PL7zsee2Wcyb4DmJ3d1WXo2blfNV4NzjIK

Se você gostou desse resumo de informações e quiser se manter informado sobre assuntos relacionados à Segurança do Trabalho, Saúde e Meio Ambiente, volte sempre por aqui, inscreva-se neste blog ou curta a nossa página no Facebook para receber atualizações. Nós somos o Endereço da Prevenção: facebook.com/enderecodaprevencao

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Setembro Amarelo, prevenção do suicídio

Setembro Amarelo é o nome da campanha de prevenção do suicídio, com o objetivo de alertar a população sobre a realidade do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção.

O câncer, a AIDS e demais doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) há duas ou três décadas eram rodeadas de tabus e viam o número de suas vítimas aumentando a olhos nus. Foi necessário o esforço coletivo, liderado por pessoas corajosas e organizações, para quebrar esses tabus, falando sobre o assunto, esclarecendo, conscientizando e estimulando a prevenção para reverter esse cenário.

Um problema de saúde pública que vive atualmente a situação do tabu e do aumento de suas vítimas é o suicídio. Pelos números oficiais, são 32 brasileiros mortos por dia, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer. Tem sido um mal silencioso, pois as pessoas fogem do assunto e, por medo ou desconhecimento, não veem os sinais de que uma pessoa próxima está com ideias suicidas. É necessário a pessoa buscar ajuda e atenção de quem está à sua volta.

Mas como buscar ajuda se sequer a pessoa sabe que ela pode ser ajudada e que o que ela passa naquele momento é mais comum do que se divulga? Ao mesmo tempo, como é possível oferecer ajuda a um amigo ou parente se também não sabemos identificar os sinais e muito menos temos familiaridade com a abordagem mais adequada?


Falar é a melhor solução.
Ligue 188

Um diálogo aberto, respeitoso, empático e compreensivo pode fazer a diferença. Procurar saber como a pessoa está, o que tem feito ultimamente, como está se sentindo. O foco da conversa deve ser o outro, portanto, não é recomendável: falar muito sobre si mesmo, oferecer soluções simples para os problemas que a pessoa relatar e desmerecer o que ela sente.

A escuta ativa deve sempre estar presente nesses diálogos. Uma escuta ativa consiste em realmente ouvir e compreender o que o outro diz, não apenas esperar uma pausa para poder respondê-lo. Isso não significa, no entanto, deixar a pessoa falando sozinha. Algumas pontuações que podem ser feitas consistem em: fazer perguntas abertas; fazer um breve resumo do que a pessoa falou, de tempos em tempos, para que ela saiba que você está atento ao que ela diz; retornar a algum ponto que não tenha ficado claro e tentar, ao máximo, escutá-la sem julgamentos.


A questão é complexa e, como tal, a resposta não pode ser simplista. Mas é preciso falar. O suicídio pode ser prevenido com informação. A identificação de sinais, a oferta e a busca por ajuda ainda enfrentam barreiras muitas vezes por preconceitos. Falar sobre suicídio costuma ser delicado, até mesmo pronunciar a palavra provoca às vezes uma situação de desconforto. Algo como já foi a lepra ou o câncer. Com a diferença que a dor psíquica em muitas situações é encarado como de menor importância que a dor física.

Por tudo isso, foi feita a escolha de um mês para disseminar informações. Procure ficar atento a quem está ao seu redor, sejam familiares, amigos ou colegas de trabalho. Você pode fazer a diferença na vida deles.

Falar é a melhor solução.
Ligue 188


O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias.

As ligações para o CVV através do número 188 são gratuitas a partir de qualquer linha telefônica fixa ou celular, provenientes de qualquer cidade do Brasil.

(O texto acima é composto por um extrato das informações fornecidas pelo Centro de Valorização da Vida - CVV)

Referências:

Vídeo da campanha Setembro Amarelo, em 2018.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Nota sobre o Museu Nacional

Com o objetivo de divulgar informações atualizadas sobre o incêndio ocorrido no Museu Nacional, achamos por bem publicar em nosso blog a Nota Oficial da Reitoria da UFRJ:

Nota sobre o Museu Nacional

A cultura e o patrimônio científico do Brasil e do mundo sofreram uma perda inestimável com o incêndio ocorrido no Museu Nacional da UFRJ. Há décadas que as universidades federais do país vêm denunciando o tratamento conferido ao patrimônio das instituições universitárias brasileiras e a falta de financiamento adequado, em especial nos últimos quatro anos, quando as universidades federais sofreram drástica redução orçamentária.

Em 2015, a atual Reitoria deu início a tratativas junto ao BNDES, justamente para adequar a edificação exclusivamente para exposições, garantindo a modernização de todo o sistema de prevenção de incêndio, um dos itens centrais do projeto. Os recursos aprovados para a primeira etapa foram da ordem de R$ 21 milhões e estavam em vias de liberação pelo banco. A UFRJ também vem reivindicando, junto à Secretaria de Patrimônio da União, a cessão de um terreno próximo ao Museu, para transferência de instalações, objetivando o deslocamento das atividades acadêmicas e administrativas da instituição para novas edificações.

Nos últimos meses, um amplo trabalho interno para formação de brigadas e compra de novos equipamentos vinha sendo implementado. Em relação ao acontecimento da noite de 2/9, será necessário averiguar as causas e o motivo da rápida propagação das chamas. A Reitoria solicitou apoio pericial à Polícia Federal e a especialistas da UFRJ, almejando um processo rigoroso de apuração das causas.

Urge, por parte do Governo Federal, uma mudança no sistema de financiamento das universidades federais do país. A matriz orçamentária existente no Ministério da Educacão não aloca nenhum recurso para os prédios tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e para os museus universitários. O mesmo acontece com o Ministério da Cultura, que igualmente não prevê recursos para tais fins.

Este momento devastador deve ser um alerta para as forças democráticas do país, no sentido de preservação do patrimônio cultural da nação. O inadmissível acontecimento que afeta o Museu Nacional da UFRJ tem causas nitidamente identificáveis. Trata-se de um projeto de país que reduz às cinzas a nossa memória. Nós desejamos que a sociedade brasileira se mobilize junto à comunidade universitária e científica para ajudar a mudar o tratamento conferido à educação, à memória, à cultura e à ciência do Brasil.

A Reitoria se reunirá nesta segunda-feira, 3/9, com os ministros da Educação e da Cultura, e, por meio da bancada federal do Rio, solicitou audiência com a Presidência da República para que os recursos necessários possam estar na Lei Orçamentária Anual de 2019.

Reitoria da UFRJ

3/9/2018


Foto publicada pelo jornal Estado de São Paulo, em 03/09/2018.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Dia dos Biólogos - 3 de setembro

Estudar a vida, em todas as suas formas, essa é a escolha desses profissionais.

No mundo em que vivemos, a Biologia é uma Ciência que vem se tornando imprescindível para nos ajudar a construir um planeta mais sustentável.

Por isso, estamos aproveitando este espaço para registrar esta data, 3 de setembro, Dia dos Biólogos.

De acordo com o Conselho Federal de Biologia, a data foi escolhida para fazer referência à lei que, nesta data, em 1979, regulamentou a profissão.

Portanto, aos biólogos e biólogas, parabéns pelo seu dia e pela escolha profissional que fizeram, uma escolha a favor da Vida!

Cartaz da campanha do Conselho Federal de Biologia


Referências:
http://www.cfbio.gov.br/artigos/CFBio-lanca-campanha-do-Dia-do-Biologo-de-2018






domingo, 2 de setembro de 2018

Incêndio destrói o Museu Nacional da UFRJ, na Quinta da Boa Vista

Ainda não há informações sobre as causas do incêndio, mas uma coisa é certa, o Museu Nacional não dispunha de sistema automático de prevenção contra incêndios nem brigada de emergência. E os hidrantes externos estavam sem água. Sendo uma construção do século XIX, com estrutura em madeira no seu interior, a propagação foi rápida e o combate ao fogo muito difícil.



De acordo com a reportagem do jornal El País, O acervo do museu era composto por cerca de 20 milhões de itens. Entre os destaques estavam a coleção egípcia, que começou a ser adquirida pelo imperador Dom Pedro I; o mais antigo fóssil humano já encontrado no país, batizado de "Luzia", com cerca de 11.000 anos; um diário da Imperatriz Leopoldina; um trono do Reino de Daomé, dado o Príncipe Regente D. João VI, em 1811; o maior e mais importante acervo indígena e a biblioteca de antropologia mais rica do país.


Leia a reportagem na íntegra:

Fotografia: FUTURA PRESS/FOLHAPRESS

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Poluição do ar causa sete milhões de mortes por ano

A ONU - Organização das Nações Unidas - tem trabalhado com países em todo o mundo para atualizar os padrões nacionais de combustíveis e de veículos como parte da Climate & Clean Air Coalition. Mais de 50 países reduziram os níveis de enxofre no combustível e aumentaram os padrões de emissões veiculares. No entanto, 4,1 bilhões de pessoas em 120 países ainda não têm acesso ou têm acesso limitado ao combustível com baixo teor de enxofre.


Os efeitos da poluição do ar manifestam-se diretamente na saúde da população ou na saúde climática, ou seja, na saúde ambiental da sua cidade, do seu país, do nosso planeta.

Pequenas partículas invisíveis de poluição penetram profundamente em nossos pulmões, corrente sanguínea e corpos. Esses poluentes são responsáveis ​​por cerca de um terço das mortes por acidente vascular cerebral, doença respiratória crônica e câncer de pulmão, bem como um quarto das mortes por ataque cardíaco. O ozônio produzido a partir da interação de muitos poluentes diferentes, é também uma causa de asma e doenças respiratórias crônicas. A OMS estima que sete milhões de pessoas morrem a cada ano devido à exposição a esses poluentes.
Os PVCV - Poluentes Climáticos de Vida Curta (SLCPs - Short-lived climate pollutants) estão entre os poluentes mais relacionados aos efeitos na saúde e ao aquecimento de curto prazo do planeta. Eles persistem na atmosfera por apenas alguns dias ou até algumas décadas, então reduzi-los pode trazer benefícios quase imediatos à saúde e ao clima para aqueles que vivem em lugares onde os níveis caem. Os principais PCVC são o carbono negro, o metano, o ozônio troposférico e os hidrofluorocarbonetos (HFC).
Além de conhecer o problema, é necessário agir para combatê-lo. Cada um pode fazer a sua parte e ainda se juntar para fazer mais.

Assista ao vídeo e saiba mais na campanha da ONU Meio Ambiente, OMS (Organização Mundial de Saúde) OPAS - Organização Panamericana de Saúde e parceiros em http://breathelife2030.org #BreatheLife



Referências:

Foto: ONU/Kibae Park. Poluição em complexo industrial de Toronto, no Canadá.





quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Curso de Perícia da SOBES - tradição e qualidade

As perícias para caracterização de insalubridade e periculosidade representam uma das importantes áreas de atuação dos engenheiros de segurança e médicos do trabalho.



Se por um lado os ambientes de trabalho requerem inúmeras medidas de proteção para torná-los seguros para a integridade física e saúde de quem lá trabalha, a constatação de que essas medidas são insuficientes para o seu objetivo, pode gerar o pagamento de adicionais de remuneração, de acordo com a legislação brasileira.

As atualizações, tanto da legislação trabalhista, previdenciária, do código de processo civil, bem como o desenvolvimento das metodologias de avaliação de agentes físicos e químicos, requer que os profissionais também estejam atualizados nas duas grandes temáticas, a técnica e a jurídica.

Por isso, um curso que vem sendo realizado há muitos anos pela SOBES continua fazendo sucesso e a cada nova edição demonstra o compromisso com a renovação.

A edição do segundo semestre deste ano, em sua vigésima quinta turma, vem com uma novidade, está sendo ofertada em módulos que podem ser cursados separadamente. De acordo com o engenheiro Edison Nogueira, presidente da SOBES Rio, esse formato vinha sendo solicitado pelos profissionais, pois eles identificavam lacunas específicas em sua necessidade de atualização e nem sempre tinham interesse, tempo ou recursos disponíveis para realizar o curso completo. A oferta em módulos separados permite que cada um escolha o tema que tem mais necessidade, mas mantém a possibilidade de cursá-lo por inteiro.

O primeiro módulo, que irá começar no dia 4 de setembro, é o módulo Jurídico, intitulado Técnicas de Direito Processual para Engenheiros de Segurança e Médicos do Trabalho, com carga horária de 21 horas-aula.

O módulo 2, de outubro a novembro, trata das Técnicas de Insalubridade para o Trabalho Pericial e Aposentadoria Especial (48 horas). Por fim, o módulo 3, de novembro a dezembro, aborda as Técnicas de Periculosidade para o Trabalho Pericial (21 horas).

As informações detalhadas estão disponíveis no portal da SOBES Rio, no seguinte endereço: www.sobesrio.org.br, ou ainda pelo telefone 21-2242-2278 ou e-mail cursos@sobesrio.org.br.

Você também pode curtir a página da SOBES Rio no facebook e acompanhar as informações sobre outros cursos e atividades desenvolvidas pela instituição: https://www.facebook.com/sobesrio/

Portanto, ao identificar mais essa oportunidade, recomendo que você faça contato e agende-se.

Se o tema das perícias técnicas lhe interessa, sugiro ler este artigo:
https://enderecodaprevencao.blogspot.com/2017/05/periculosidade-insalubridade-atividade.html


terça-feira, 24 de julho de 2018

Primeiro no Local: Acidente com produtos químicos

No final de 2017 foi lançado o vídeo "Primeiro no Local", para auxiliar as ações de informação e treinamento sobre o atendimento a acidentes rodoviários com produtos perigosos. Com a proposta de divulgar amplamente os conceitos corretos para o atendimento a emergências, a Comissão de Estudos de Prevenção de Acidentes no Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos no Estado de São Paulo, organizou um grupo de trabalho para a produção de um vídeo que retrata a atuação adequada do “Primeiro no Local”, que é o profissional designado para se dirigir ao local do acidente, constatar os fatos e adotar as primeiras medidas protetivas.

As gravações foram realizadas num trecho da rodovia Ayrton Senna, em São Paulo e contaram com a participação de profissionais da Cetesb, do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, da Polícia Rodoviária Federal e da Central Pró-Química, além do apoio de empresas: Luft (que atua no transporte rodoviário de produtos perigosos) e Suatrans (que atua no atendimento a emergências de produtos perigosos).


O vídeo está disponível no YouTube, no canal da Suatrans, e aborda uma situação real de um vazamento de produto químico com contaminação, apresentando de forma rápida e prática os procedimentos de atendimento, acionamento das centrais, criação de zonas de trabalho, descontaminação e encaminhamento das vítimas.

O vídeo foi elaborado por diversos órgãos que atuam no atendimento a emergências com produtos perigosos, elaborando um roteiro que retrata situações reais do dia-a-dia das estradas brasileiras. O patrocínio foi da ABIQUIM, por intermédio do PRÓ-QUÍMICA.

Criado em 1988 pela ABIQUIM - Associação Brasileira da Industria Química, O PRÓ-QUÍMICA é um serviço de utilidade pública 0800 e 24 horas, que atende em todo o país informando os procedimentos de transporte e manuseio de produtos químicos, inclusive nas emergências, podendo ser utilizado gratuitamente por empresas, profissionais e população em geral.

Assista aqui ao vídeo "Primeiro no Local".




Fontes:




terça-feira, 10 de julho de 2018

Esse time ganhou a Copa!

"O mundo acabou de encontrar seu mais inspirador e corajoso time de futebol."



Com esta frase, a charge do cartunista Chris 'ROY' Taylor, do jornal australiano Herald Sun, está correndo o mundo e fazendo sucesso por refletir um sentimento coletivo e mundial. Em sua publicação no Tweeter, Roy escreveu: eu sei qual o time que merece o troféu!

Para quem trabalha com prevenção e resposta à emergência, essa história se transformará em um importante estudo de caso. Mas nesse momento, a emoção ainda está falando mais alto.

Todos resgatados com vida, fruto do planejamento e da resposta adequada à emergência. Treinamento, especialização, competência técnica, determinação e confiança. As coisas funcionam bem quando as pessoas que sabem fazer podem realizar o seu trabalho. Parabéns aos profissionais e voluntários que souberam fazer a diferença.


Lembrando da história, para que fique registrada neste blog, usando por base uma reportagem da BBC:

No dia 10 de julho de 2018, foi concluído o resgate, na Tailândia, que tirou 12 meninos e seu técnico de futebol do interior do complexo de cavernas de Tham Luang, no norte do país, foi marcado por momentos de muita emoção, ansiedade, tristeza e júbilo.

Os garotos fazem parte do time de futebol Wild Boars e têm entre 11 e 17 anos. Eles haviam entrado na caverna no dia 23 de junho depois de um treino, e acabaram surpreendidos por fortes chuvas que inundaram o local e bloquearam a saída. Eles foram encontrados por mergulhadores, nove dias após seu desaparecimento. Nesse período eles permaneceram dentro de um caverna, onde tinham entrado para se abrigar da chuva. Estavam famintos, mas sem ferimentos graves.

O resgate foi feito por mergulhadores, que trouxeram cada um dos meninos utilizando equipamentos e técnicas de mergulho.


Para conferir a reportagem, na íntegra, relatando toda a história, siga o link:


Para conhecer mais sobre o trabalho do cartunista Chris Roy Taylor, siga o link:




sábado, 23 de junho de 2018

A segurança das pessoas e o padrão brasileiro de plugues e tomadas

O novo padrão brasileiro de plugues e tomadas veio estabelecer um patamar de segurança e funcionalidade para as instalações elétricas prediais. Ele foi adotado após alguns anos de intensa discussão dentro da comunidade técnica especializada: profissionais, empresas, associações, com o respaldo técnico da ABNT, que editou a NBR 14136, e o apoio legal do INMETRO. Infelizmente, nem todos os profissionais se interessaram pelo debate, alguns até porque não acreditaram que as medidas seriam adotadas. Talvez por isso, ainda haja muitas dúvidas entre os usuários e até mesmo entre os profissionais que atuam na área de instalações prediais.

As diferenças

A principal diferença é que não tínhamos um padrão para esses dispositivos. Ao longo dos anos, fomos obrigados a conviver com tipos diferentes que foram surgindo de acordo com a demanda de novos equipamentos e de padrões estrangeiros. A maioria desses tipos era incompatível com as normas brasileiras de instalações elétricas, principalmente pela ausência da conexão para o aterramento, medida indispensável para a segurança das pessoas.

As novas tomadas e plugues são muito mais seguras pois foram projetadas tendo a segurança como um de seus principais objetivos. Além dos itens visíveis como a conexão de aterramento ( o terceiro pino ) e do formato de encaixe, que não permite o contato acidental com os pinos durante a colocação do plugue, há inovações na parte interna das tomadas. Os contatos internos somente se fecham quando os dois pinos entram simultaneamente. Isso evita, por exemplo, que a inserção de um objeto metálico em um dos furos da tomada feche o contato e provoque um choque elétrico. É uma medida contra as “travessuras” das crianças, por exemplo, contra a distração, tentativas de conectar plugues no escuro etc.

Outro item muito importante, é que os aparelhos elétricos de maior potência, serão montados com plugues de pinos mais grossos, de forma que não será possível conectá-los com as tomadas comuns. É uma medida preventiva de forma que equipamentos de consumo elevado de energia não provoquem uma sobrecarga nessas tomadas, isto é, aquecimento excessivo e ignição de incêndios. Para esses equipamentos, com plugues mais grossos, há tomadas equivalentes com orifícios mais grossos e portanto, com maior capacidade de suportar a passagem da energia elétrica.

A transição

Em um primeiro momento não há necessidade de intervir na instalação elétrica. A cada novo equipamento adquirido, o consumidor poderá optar em usar um adaptador ou trocar a tomada. Não se deve trocar o plugue de um equipamento, salvo no caso de um acidente que tenha provocado a sua deterioração. Os cabos e os plugues dos equipamentos integram um conjunto testado e aprovado. Por isso não é recomendável alterar a configuração original do fabricante do equipamento.

No caso do aterramento, não basta trocar a tomada para garantir a segurança. Por trás de cada tomada nova, também é necessário que exista o fio-terra, aquele fio que vai conduzir a corrente elétrica caso ocorra um defeito, evitando que a corrente percorra o corpo de uma pessoa que esteja em contato com o equipamento elétrico que apresentou o defeito. Esse fio-terra (condutor de proteção) já deveria estar instalado pois é uma exigência técnica que consta nas normas técnicas há muitos anos. Além disso, há uma lei federal (Lei 11.337/2006) que determina a obrigatoriedade da instalação do aterramento. Portanto, todas as novas construções, desde 2006, devem obedecer a essa exigência.

Observe que os plugues e tomadas integram um conjunto de ações para aumentar a segurança das instalações elétricas prediais. Eles, sozinhos, não resolvem todos os problemas. Se a instalação é nova e todas as tomadas já estão instaladas de acordo com o novo padrão, a situação é mais simples. Para equipamentos antigos, devem usar os adaptadores. Quando adquirirem novos equipamentos, eles já virão preparados para as novas tomadas.

Manutenção

A necessidade de substituição de uma tomada gera uma oportunidade de se pensar no conjunto da instalação. Se nunca foi feita uma revisão das instalações elétricas, essa é uma medida importante a ser adotada. Com o passar dos anos, aumentou de forma impressionante a quantidade de equipamentos elétricos instalados nas residências e escritórios. Se a instalação não acompanhar essas evolução, os fios, as tomadas e disjuntores ou fusíveis instalados há dezenas de anos podem não suportar a carga instalada. No caso de disjuntores e fusíveis, se tiverem sido bem dimensionados e instalados eles começarão a desarmar ou queimar. É um sintoma de problemas a serem resolvidos urgentemente. A carga elétrica excessiva pode provocar aquecimento dos fios e tomadas, tornando-se focos de ignição de incêndios. Isso também pode ocorrer se tiverem sido utilizados produtos inadequados na fabricação dos fios, tomadas, plugues, adaptadores, extensões etc. Pode parecer estranho, mas infelizmente há muitos produtos “piratas”, principalmente em lojas não especializadas e no comércio de rua. Esses produtos custam menos porque usam materiais de qualidade inferior, e seu desempenho não atende o que exigem as normas e nem mesmo as características que estampam em suas embalagens. Outro cuidado a ser tomado diz respeito ao uso de extensões de tomadas. Os prédios mais antigos possuem pouca quantidade de tomadas em cada cômodo. Isso fez com que se proliferassem as extensões, fixas ou móveis, e os “tês” ou benjamins, para a instalação dos novos aparelhos elétricos. Esses dispositivos, embora sejam extremamente práticos, podem fazer com que em um único ponto esteja acumulada uma carga excessiva, sinônimo de superaquecimento. Por isso, em uma reforma, é imprescindível incluir o aumento da quantidade de pontos de tomadas, utilizando, é claro, o novo padrão.

A manutenção de qualquer tipo de instalação é fundamental para o seu desempenho satisfatório ao longo dos anos. Entretanto, não é uma prática comum em instalações prediais. Na maior parte dos casos, infelizmente, as intervenções só acontecem nas reformas, ampliações etc. A manutenção pode começar com um tipo de inspeção visual que o próprio usuário pode e deve fazer, identificando problemas tais como tomadas sobrecarregadas de equipamentos, plugues imprensados atrás de armários, sofás ou outros móveis, cortinas e tapetes em contato com fios ou conexões de tomadas, interruptores e tomadas com alteração em sua cor original (causada por aquecimento). Outras observações importantes ainda a cargo do usuário, dizem respeito à percepção de determinadas ocorrências como o aquecimento de interruptores, queima de lâmpadas em intervalos curtos de tempo, variações muito bruscas na iluminação quando outros equipamentos estão ligados (ar condicionado e chuveiros, por exemplo), disjuntores desarmando ou fusíveis queimando. Em seguida, cada um dos problemas identificados deve ser corrigido com o auxílio de profissionais qualificados. Não há prescrições na legislação ou nas normas técnicas quanto à periodicidade da manutenção preventiva das instalações prediais. O ideal é uma inspeção anual nos termos explicados anteriormente e a cada cinco anos a inspeção visual qualificada das partes internas de interruptores e tomadas, e do quadro de disjuntores, e o reaperto das conexões. Nessa manutenção preventiva, proposta para cada cinco anos, seriam feitas as substituições, inclusive da fiação de alguns dos circuitos elétricos, bem como o acréscimo de circuitos, disjuntores, proteção diferencial, tomadas, testes de continuidade e outros ensaios previstos na normalização técnica, especialmente na NBR 5410, norma brasileira de instalações elétricas de baixa tensão. Por sinal, essa norma estabelece, detalhadamente, os testes que devem ser feitos antes de uma instalação ficar pronta e durante o seu funcionamento.

Profissionais qualificados

As intervenções em instalações elétricas devem ser feitas exclusivamente por profissionais qualificados. Ao usuário leigo não deve ser permitido o acesso às partes internas das instalações ou dos equipamentos. Portanto, sua atuação deve estar restrita à substituição de lâmpadas e instalação de equipamentos que dependam exclusivamente de conexão direta a uma tomada. É interessante observar que até mesmo atividades simples requerem cuidados. A troca de uma lâmpada, por exemplo, exige que o circuito esteja desligado pois um contato indesejado com a parte interna do bocal da lâmpada pode ocasionar um choque. Ligar um equipamento com os pés ou mãos molhados, também pode causar um choque se houver algum defeito de isolamento no equipamento e o circuito não estiver protegido com o fio terra ou com um interruptor de corrente de fuga (denominado de dispositivo DR).

Cuidados

Quando se trata de eletricidade, alguns cuidados importantes são: Adquirir equipamentos e materiais elétricos de boa qualidade. Em grande parte dos casos, esses equipamentos possuem a certificação obrigatória assinalada pelo selo do INMETRO. Contratar serviços especializados, com profissionais qualificados. Utilizar os recursos tecnológicos de proteção, ou seja, circuitos elétricos com aterramento, proteção diferencial residual (DR) contra choques, disjuntores para impedir a sobrecarga e os curto-circuitos. Tudo isso não dispensa os cuidados básicos de não deixar fios e instalações expostas, não mexer em circuitos elétricos ou equipamentos com os pés ou mãos molhados, manter as instalações inacessíveis para crianças, nunca mexer nas instalações sem desligar o disjuntor correspondente e não abrir equipamentos elétricos sem desligá-los da tomada. Lembre-se que a eletricidade mata, mesmo em circuitos aparentemente inofensivos.

As pesquisas realizadas no Brasil pela ABRACOPEL – Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade comprovam que a quantidade de acidentes com eletricidade é muito grande. Outra instituição que vem fazendo levantamentos das condições das instalações elétricas nas grandes cidades brasileiras é o Instituto Procobre, através do Programa Casa Segura. Esses levantamentos mostraram que, em grandes cidades brasileiras, mais da metade dos residências com mais de 20 anos de construção, nunca fizeram uma reforma nas instalações elétricas. Eis aí uma informação assustadora, que explica a razão das terríveis notícias sobre acidentes domésticos fatais. Em resumo, a eletricidade não mata apenas no trabalho, mas em residências e nas ruas. Para as instalações elétricas prediais, o novo padrão brasileiro de plugues e tomadas vem cumprir uma parte da responsabilidade técnica das empresas e profissionais de engenharia quanto a proteção das pessoas e do patrimônio. Que cada um faça a sua parte.


O autor: Ricardo Pereira de Mattos é engenheiro eletricista (UFRJ), com pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho (PUC-Rio) e Mestrado em Sistemas de Gestão de Segurança do Trabalho (UFF). Atuou em diversas instituições de ensino como professor de cursos de pós graduação em engenharia de segurança do trabalho, principalmente na disciplina de Segurança em Instalações Elétricas. É membro da SOBES - Sociedade Brasileira de Engenharia de Segurança e da ABRACOPEL - Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade.  


P.S. Este foi um artigo que eu escrevi e publiquei em agosto de 2010 (publicação original no seguinte endereço: http://www.ricardomattos.com/plugues_tomadas.html.

A edição desta semana da Revista Época (22/06/2018) publicou uma reportagem de capa  tão absurda, incompleta, sem embasamento técnico ou científico, que resolvi republicar este artigo em nosso blog.


Usando a péssima prática de ouvir apenas um dos lados e de investir em acusações, a revista resolveu tratar de um tema técnico como faz na política. Uma pena. Poderia ter procurado profissionais ou associações técnicas que conhecem e trabalham na área. Fiz questão de reproduzir o meu artigo na íntegra, para evidenciar que ele foi escrito em 2010, portanto há 8 anos. Se alguém ganhou dinheiro com essa mudança, como enfatiza a reportagem, eu digo: claro que sim. Afinal, estamos em uma sociedade capitalista, qualquer novo investimento, produto ou processo está sob a gestão de empresas e isso vai gerar vendas e lucros. Mas não é assim que funciona o sistema? A questão central não é essa. O "terceiro pino" é a conexão com o aterramento, uma medida usada em todo os lugares do mundo. Será que os repórteres, revisores ou editores nunca perceberam isso em suas viagens internacionais? Caso não tenha viajado, não pesquisaram sobre o assunto antes de publicar?


A revista pretende fazer reportagens contra outros requisitos de segurança? E o pára-raios? Afinal, para que sistemas de proteção contra descargas atmosféricas se os raios continuam "caindo"? E as mangueiras de incêndio e redes de sprinklers? Tem muita gente ganhando dinheiro com eles? Pois os incêndios continuam acontecendo... Freios ABS? Bobagem... Cinto de Segurança pra quê? O trânsito continua matando... Lei Seca? Ah, tem muita gente que não bebe e causa acidentes... É esse tipo de raciocínio que a  revista desenvolveu nessa "reportagem".

Um destaque negativo dessa natureza, em uma revista de circulação nacional e com a capa exposta em todas as bancas de jornais do país, causa um estrago quase irreparável na conscientização das pessoas para as questões de segurança com eletricidade. E o pior, é uma atuação contra a segurança das pessoas e das instalações. Triste caminho vem trilhando o jornalismo dessa revista com esse tipo de abordagem irresponsável. 

domingo, 10 de junho de 2018

Normas Regulamentadoras completam 40 anos de bons serviços ao Brasil

As Normas Regulamentadoras (NR) de Segurança e Saúde no Trabalho tiveram a sua primeira versão em 1978, com a publicação, no dia 8 de junho daquele ano, da Portaria 3.214 do Ministério do Trabalho.

Um artigo divulgado recentemente pela Sociedade de Engenharia de Segurança do Rio de Janeiro (SOBES-Rio) destacou o papel desempenhado por essa regulamentação, suas atualizações e os desafios que estão pela frente.

O artigo, escrito pelo engenheiro Edison Nogueira, presidente da referida instituição, além de celebrar a data e a importância das NRs para a redução dos acidentes do trabalho no Brasil, aborda algumas lacunas importantes nessa regulamentação e destaca importantes atualizações que são necessárias e urgentes.

Em um trecho, ele afirma:
"Devemos reverenciar esta grande conquista para nós da área de Segurança e Saúde Ocupacional e principalmente para os trabalhadores. A Portaria 3.214/78 regulamentou através das Normas Regulamentadoras, os artigos 154 a 201 do capítulo V, seção I da CLT, tendo importância fundamental para a evolução de ações prevencionistas e assim reduzir os números de acidentes no Brasil."

Para ter acesso à integra do artigo, entre no portal da SOBES-Rio, no seguinte endereço: www.sobesrio.org.br . Ou vá direto a essa publicação na página do facebook: www.facebook.com/sobesrio .


domingo, 3 de junho de 2018

Dia Mundial do Meio Ambiente - 5 de junho

O Dia Mundial do Meio Ambiente é uma iniciativa da ONU para incentivar a conscientização e a ação mundial para a proteção do meio ambiente. Desde o seu início em 1974, a proposta cresceu e se tornou uma plataforma global e pública, amplamente divulgada em mais de 100 países.

Acima de tudo, o Dia Mundial do Meio Ambiente é considerado o "dia das pessoas" para que cada um faça alguma coisa para cuidar do planeta. Essa "alguma coisa" pode ser uma ação local, nacional ou global; pode ser uma ação individual ou envolver uma multidão. Todo mundo é livre para escolher.

Cada Dia Mundial do Meio Ambiente é organizado em torno de um tema que concentra a atenção em uma preocupação ambiental particularmente urgente.

Em 2018, com o tema Acabe com a Poluição Plástica  #AcabeComAPoluiçãoPlástica, a data soma esforços à campanha Mares Limpos #MaresLimpos da ONU Meio Ambiente para combater o lixo marinho e mobilizar todos os setores da sociedade global no enfrentamento deste problema — que se não for solucionado, poderá resultar em mais plástico do que peixes nos oceanos até 2050.



A poluição plástica é considerada uma das principais causas atuais de danos ao meio ambiente e à saúde. Mesmo assim, os números da produção e descarte incorreto deste material não param de crescer. Mais plástico foi produzido na última década do que em todo o século passado. Por ano, são consumidas até 5 trilhões de sacolas plásticas em todo o planeta.

A cada minuto, são compradas 1 milhão de garrafas plásticas e 90% da água engarrafada contém microplásticos. Metade do plástico consumido pelos humanos é descartável (e evitável) e pelo menos 13 milhões de toneladas vão parar nos oceanos anualmente, prejudicando 600 espécies marinhas, das quais 15% estão ameaçadas de extinção.

Mais de 100 países já se uniram sob o slogan do Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano e se comprometeram com atividades, como mutirões de limpeza de praias e florestas, e anúncios de políticas públicas voltadas ao descarte e consumo responsável do plástico.


O texto acima é uma compilação de informações a partir de publicações da Organização das Nações Unidas.

#WED #BeatPlasticPollution #DiaMundialdoMeioAmbiente #AcabeComAPoluiçãoPlástica

Para participar de atividades e contribuir com ações práticas, no Brasil ou no mundo, conheça as informações oficiais, consultando essas referências.

ONU Meio Ambiente:

Mar de Lixo - filme educativo produzido pelo Ministério do Meio Ambiente:

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Dia Mundial sem Tabaco - 31 de maio

No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer - INCA - é o órgão do Ministério da Saúde que coordena o Programa Nacional de Controle do Tabagismo e é o responsável pela divulgação e comemoração da data de acordo com o tema estabelecido a cada ano pela Organização Mundial da Saúde. As ações comemorativas envolvem a sociedade civil e ocorrem de forma articulada com as secretarias estaduais e municipais de Saúde dos 26 estados e Distrito Federal. São promovidas diferentes ações de mobilização em escolas, unidades de saúde, ambientes de trabalho e outros.



Aqui estamos reproduzindo uma parte do texto disponível no portal do INCA e convidando você para divulgar as campanhas informativas que visam a promover a saúde e a qualidade de vida.



O mais conhecido inimigo do pulmão também pode trazer doenças para o coração.

O tabagismo tem grande impacto sobre a saúde cardiovascular, além de causar dependência física, psicológica e comportamental semelhante ao que ocorre com o uso de outras drogas.

Não faz diferença como o tabaco é consumido: cigarros, charutos, cachimbos e narguilés fazem mal à saúde.

O tabaco mata mais de sete milhões de pessoas por ano, das quais cerca de 900 mil são não-fumantes que morrem por respirar o fumo passivo.

Doença cardíaca e acidente vascular cerebral (AVC) são, sobretudo, causados por um bloqueio que impede o sangue de seguir para o coração ou para o cérebro.

O tabagismo é um fator que aumenta o risco de ocorrência de doenças cardiovasculares, pois forma placas de gordura nos vasos sanguíneos; aumenta a pressão arterial e a frequência cardíaca; induz a resistência à insulina e diabetes e produz inflamação e trombose. Além disto, a inalação de monóxido de carbono reduz a quantidade de oxigênio transportado pelo sangue.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são as principais causas de morte em todo o mundo (17,7 milhões de pessoas todos os anos).

No Brasil, as doenças cardiovasculares são responsáveis por quase 30% de todos óbitos registrados no país anualmente, ocorrendo, em muitos casos, em indivíduos em idade produtiva (entre 35 e 64 anos).

Os não fumantes, que respiram a fumaça do tabaco, têm risco aumentado de desenvolver doenças cardíacas em 25 a 30%.

Para aqueles que param de fumar, após um ano, o risco de morte por infarto do miocárdio é reduzido à metade.

Veja o filme da campanha da OMS:



Referências: