quinta-feira, 19 de abril de 2018

Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes do Trabalho - 28 de abril

No dia 28 de abril, é celebrado em todo o mundo o “Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes do Trabalho”. A data foi instituída em 1996, por iniciativa de sindicatos canadenses e escolhida em razão de um acidente que matou 78 trabalhadores em uma mina no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, em 1969. 

No Brasil, a formalização da data ficou explícita quando foi promulgada a Lei 11.121/2005, criando o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho.

Em 2003, a pedido do movimento sindical, a OIT se envolveu na campanha do dia 28 de abril, mas decidiu tornar esse dia uma data mundial de comemoração, denominando-a o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho. E a cada ano escolhe um tema principal para o qual desenvolve materiais de divulgação de informações.

Em 2018, o slogan da campanha é: Geração Segura e Saudável.

Em seguida, reproduzo o texto divulgado pela OIT para resumir a motivação do tema deste ano.

Este ano, o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho e o Dia Mundial contra o Trabalho Infantil estão reunidos em uma campanha conjunta para melhorar a segurança e saúde dos jovens trabalhadores e pôr fim ao trabalho infantil. 
A campanha visa acelerar a ação para atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8, em particular a meta 8.8, de promover ambientes de trabalho seguros para todos os trabalhadores até 2030 e a meta 8.7 para acabar com todas as formas de trabalho infantil até 2025. Para atingir esses objetivos em benefício da futura geração da força de trabalho, é necessário adotar uma abordagem integrada para a eliminação do trabalho infantil e promover uma cultura de prevenção em segurança e saúde no trabalho.
Os 541 milhões de jovens trabalhadores de 15 a 24 anos de idade (incluindo 37 milhões de crianças em trabalho infantil perigoso) representam mais de 15% da força de trabalho global e sofrem até 40% mais acidentes de trabalho não fatais do que os trabalhadores adultos com mais de 25 anos de idade.
Muitos fatores podem aumentar a vulnerabilidade dos jovens aos riscos no trabalho, como estágio de desenvolvimento físico e psicológico, falta de experiência de trabalho e treinamento, conhecimento limitado dos riscos relacionados ao trabalho e falta de poder de negociação, o que pode levar os jovens trabalhadores a aceitar tarefas perigosas ou más condições de trabalho. A campanha do Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho de 2018 destaca a importância vital de enfrentar esses desafios e melhorar a segurança e a saúde dos jovens trabalhadores, não apenas para promover o emprego decente dos jovens, mas também para vincular esses esforços na luta contra o trabalho infantil perigoso e todas as outras formas de trabalho infantil.


No Brasil, algumas instituições realizam atividades durante o mês de abril, para enfatizar a data. Um movimento denominado Abril Verde vem ganhando força a cada ano, com muitas adesões em torno da ideia de dedicar esse mês à prevenção de acidentes do trabalho.

O vídeo abaixo, por exemplo, é uma ação do Ministério Público do Trabalho vinculada a essa data.



Confira as informações da OIT sobre o Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho:

sábado, 14 de abril de 2018

Eventos técnicos sobre Eletricidade e Segurança

A Abracopel - Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade - está promovendo dois eventos técnicos nos dias 18 e 19/04, na cidade do Rio de Janeiro. Essa é mais uma iniciativa de utilidade pública, realizada ao longo do ano, em várias cidades brasileiras. Colocamos um resumo da programação e as indicações para inscrições.

18/04 - Qualidade e Segurança em Instalações Elétricas e Sistemas Fotovoltaicos


19/04 - Gerenciamento de Risco Elétrico




Os dois eventos serão realizados nas instalações da Universidade Castelo Branco, no centro da cidade do Rio de Janeiro. Embora os eventos sejam de acesso gratuito, é imprescindível a inscrição prévia, uma vez que há limitação de lugares.

Conheço muito bem esses eventos e recomendo como uma excelente oportunidade de aprendizado e contato com profissionais de referência nessas áreas de atuação, entre eles os engenheiros Edson Martinho, João Gilberto Cunha e Vinicius Ayrão.

As informações completas sobre esses eventos, programação, palestrantes, horários e inscrição, devem ser vistas no portal da Abracopel, no endereço: abracopel.org.br/eventos

Outras informações podem ser ser obtidas pelas seguintes formas de contato:
telefone/whatsapp: 11-94114-9559

domingo, 8 de abril de 2018

Bloqueio de disjuntores é uma das medidas de prevenção de acidentes com eletricidade

Como bloquear disjuntores de forma segura e eficiente?
(João Marcio Tosmann*)

Artigo reproduzido com autorização da TAGOUT Bloqueio e Etiquetagem.


Um dos procedimentos que exige maior atenção durante a manutenção preventiva ou corretiva nas indústrias é como realizar o bloqueio de disjuntores de forma correta e segura. Isso porque a proteção dos funcionários é dever da empresa e um tema que precisa ser levado a sério por toda a equipe – da manutenção aos operadores de máquinas, que também mantêm contato próximo com os equipamentos.


Os dispositivos de bloqueio de disjuntores servem para impedir o religamento mecânico e elétrico de máquinas, equipamentos ou painéis elétricos durante o período de manutenção. São considerados Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs) – que instalados e utilizados no ambiente de trabalho, servem para proteger os trabalhadores em relação aos riscos coletivos existentes nos processos.

Os EPCs são importantes na rotina de uma indústria pois ajudam a evitar acidentes, já que não dependem da atitude do funcionário para que sejam eficazes. Por isso, as medidas de proteção coletiva são prioridade e estão de acordo com as normas regulamentadoras NR-4, NR-10, NR-12 e NR-33, a fim de garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores.


Além da proteção ao trabalhador, os EPCs também contribuem para a redução significativa ou eliminação total dos custos diretos e indiretos gerados por consequências de acidentes do trabalho.

Tipos de Disjuntores


O disjuntor é um dispositivo eletromecânico que protege determinada instalação elétrica contra possíveis danos relacionados a sobrecargas elétricas, curto-circuitos e falta de fase. Sua função é controlar a corrente elétrica e interromper a sua circulação, desarmando o disjuntor, caso haja picos de energia que ultrapassem o adequado, a fim de evitar a queima da máquina ou equipamento e até incêndios.


No mercado, existem diversos tipos de disjuntores, desde os utilizados nas residências até os que controlam a energia elétrica de unidades industriais, com circuitos de alta tensão.

Para cada tipo de disjuntor, é recomendado um tipo de bloqueio.

Independentemente do tipo de disjuntor a ser bloqueado, o importante é que os técnicos envolvidos na manutenção dos dispositivos tenham conhecimento e segurança para cumprir as normas. Conheça algumas soluções:

# 1 – Dispositivos de Bloqueio Universal para Disjuntores (DBU)

O Dispositivo de Bloqueio Plástico Universal para Disjuntores (DBU) é utilizado para bloquear disjuntores que atendem a norma DIN monopolar, bipolar e tripolar, NEMA e Disjuntor Caixa Moldada. Ele é composto por uma capa de plástico ABS vermelho, com base de nylon rígido preto, um parafuso de latão de fixação manual e um orifício para colocação do cadeado frontal ou lateralmente.

Pode ser aplicado no disjuntor facilmente de acordo com a NR-10. Para isso, basta colocar o disjuntor em modo off, colocar o DBU na manopla e, com a chave de fenda, apertar o parafuso até fixar bem. Para complementar, deve-se colocar o cadeado de bloqueio e a etiqueta de identificação.

# 2 – Dispositivos de Bloqueio para Disjuntor DIN (DBDD)

O Dispositivo de Bloqueio para Disjuntor Norma DIN (DBDD) pode ser usado como trava para disjuntores norma DIN monopolar, bipolar e tripolar. Para ser colocado deve-se desligar o disjuntor (modo off) e inserir o dispositivo no interruptor do disjuntor, juntamente com o cadeado e a etiqueta de bloqueio.


# 3 – Garras de bloqueio

https://www.tagout.com.br/img/produtos/media/garra-plastica-GP6F216BC-fechada.jpg

As garras de bloqueio são ideais para o travamento disjuntores em geral. Os seis furos da garra de bloqueio permitem que até seis profissionais bloqueiem uma única fonte de energia. A garra é feita de material rígido, resistente à alta temperatura e não condutor elétrico.

A utilização do mesmo bloqueio por mais de um técnico assegura que a máquina ou equipamento permaneça bloqueado até que todos os envolvidos na manutenção ou inspeção tenham concluído as suas atividades. Para isso, cada funcionário de manutenção coloca o seu cadeado e sua etiqueta de identificação em um dos seis furos da garra de bloqueio. O equipamento só é liberado depois todos os envolvidos tenham concluído e retirado seus respectivos cadeados e etiquetas, aumentando a segurança e eficácia do processo de bloqueio.

É recomendada para o bloqueio de disjuntor do tipo Motor. Para isso, deve ser aplicada com a manopla do disjuntor em modo off. A garra deve ser colocada no ofício do disjuntor, juntamente com o cadeado e a etiqueta de bloqueio.

# 4 – Cadeados de bloqueio




Assim como as garras de bloqueio, o cadeado de bloqueio serve para impedir o religamento de máquinas, equipamentos ou painéis elétricos durante o período de manutenção. Somente desligar a máquina e realizar a manutenção é muito perigoso, já que outra pessoa pode religar a máquina a qualquer minuto, enquanto o funcionário está fazendo a manutenção.

Os cadeados de bloqueio com corpo plástico são especiais para manutenções industriais, garantindo ao técnico maior segurança. Além do corpo plástico não condutor, os cadeados de bloqueio possuem cilindro com seis pinos de segurança, garantindo ao técnico que somente a sua chave é capaz de abrir seu cadeado.


# 5 – Sinalização de bloqueios elétricos


Os cadeados de bloqueio devem estar acompanhados da sinalização de bloqueio adequada, como a etiqueta de bloqueio contendo o horário e a data do bloqueio, o motivo da manutenção e o nome do responsável. Isso garante maior segurança a todo o processo.

*Sobre o autor: João Marcio Tosmann é formado em Engenharia Elétrica, com ênfase em Eletrônica, pela PUC-RS, com pós-graduação em Administração Industrial pela USP e MBA em Marketing pela ESPM.

Possui experiência em projetos de manutenção industrial e logística em autopeças. Atuou como membro da diretoria do Complexo Industrial Automotivo General Motors (CIAG) e líder de projetos de novos veículos como Celta (General Motors) e EcoSport (Ford). Atualmente é diretor da Tagout, indústria de produtos de Bloqueio e Etiquetagem que oferece consultoria, treinamento e elaboração de procedimentos para implantação do Programa de Controle de Energias Perigosas (PCEP).

Gostou do conteúdo? Se tiver dúvidas ou quiser compartilhar comigo a sua opinião, envie um e-mail para contato@tagout.com.br. Aguardo o seu contato!

Informações sobre a empresa:
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